CAPÍTULO I


Introdução

 

A Vila | da fundação ao século XIX

 

A Igreja e o Colégio dos Jesuítas foram erguidos no topo da colina central da Vila de São Paulo de Piratininga, em 1554. Sua estratégica posição foi escolhida para defesa e pela proximidade de cursos d’água, entre o córrego Anhangabaú e o rio Tamanduateí. A primitiva construção em taipa de pilão sobreviveu até 1640, quando os jesuítas foram expulsos de São Paulo por não concordarem com os habitantes da vila, que aprisionavam e escravizavam indígenas. Em 1653, os jesuítas retornaram e reconstruíram o templo, mas foram expulsos novamente em 1759 por ordem do Marquês de Pombal.

O imóvel passou da Companhia de Jesus para o domínio do Reino, que o reformou e instalou a sede do governo provincial em prédio anexo. Por isso, o local onde o templo jesuíta se situava ficou conhecido como Largo do Palácio. Ao final do século XIX, pelo estado de abandono em que se encontrava, a igreja desabou parcialmente. Em seu lugar, foi construído o Palácio dos Governadores, reformado por Ramos de Azevedo no século XIX. Em 1953, o conjunto volta à posse dos jesuítas que, no ano seguinte, demolem o Palácio e encontram uma parede de taipa datada do séc. XVI. Sob o clima de comemorações do IVº Centenário da cidade, retoma-se a ideia de reconstruir o Colégio e a Igreja do Bom Jesus, obra concluída em 1979. O conjunto abriga espaço cultural dedicado à memória de São Paulo, museu em homenagem a São José de Anchieta, a Biblioteca Padre Vieira, além de expor a ruína da parede em taipa. Ao fundo, é possível contemplar a antiga várzea do Tamanduateí.

 

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